Representantes do Singeperon questionaram secretário da Sejus na Comissão de Direitos Humanos

 

 

Representantes do Singeperon participaram de reunião da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (12/04), que objetivou ouvir o secretário de Estado da Justiça (Sejus), Marcos Rocha, sobre problemas relacionados aos sistemas prisional e socioeducativo.

 

 O presidente do Singeperon, Sidney Andrade, e o diretor Ronaldo Rocha - acompanhados do advogado Gabriel Tomasete - fizeram vários questionamentos ao secretário da Sejus, e cobraram ações afetivas para a solução de problemas  que persistem no sistema prisional, afetando os servidores e fragilizando a segurança.

  

Sidney Andrade disse que o Sindicato espera respostas às reivindicações protocoladas junto à Secretaria de Justiça, e lembrou que o Sindicato já apresentou vários relatórios sobre situações constatadas durante vistorias realizadas  nas unidades prisionais e socioeducativas, como baixo efetivo, estruturas precárias e falta de condições de trabalho.

 

 Sidnei Andrade disse que as unidades prisionais e socioeducativas estão vulneráveis, causando insegurança à vida dos servidores. O sindicalista ainda questionou o secretário sobre a regionalização dos socioeducadores, pois servidores tiveram de mudar de cidades sem o devido apoio do Estado, e relatou sobre a situação dos agentes que estão lotados nas unidades de saúde na Capital, trabalhando em condições de riscos.  

 

 

 Já o diretor sindical Ronaldo Rocha, apontou situações que resultam da falha na administração. De acordo com Ronaldo, os servidores têm sofrido perdas de benefícios nessa gestão da Secretaria, “e quando recebem, ocorre muitas vezes com atraso”, revelou Ronaldo. Ele ainda denunciou sobre uma guarita que foi construída na unidade socioeducativa de Ariquemes, mas que se encontra desativada. “inclusive, tive a informação que essa guarita teve um custo bastante elevado”, completou.

  

OUTROS ASSUNTOS

 

Os representantes ainda fizeram duras críticas à Sejus pela medida que obrigou os agentes penitenciários e socioeducadores a cumprir o 13º plantão, e que,  após ter tido o efeito suspenso através de decreto legislativo de autoria do deputado estadual Anderson do Singeperon, criou portaria   recente que trata do atraso, tratando novamente de forma desigual os plantonistas e beneficiando os servidores que atuam na área administrativa.  

                    

E o advogado Gabriel Tomasete questionou o excesso de interferências na Sejus por parte de outros órgãos, considerando que “o Singeperon, que é o legítimo representante de mais de 3 mil servidores, sequer é convidado para os debates”, elencou Tomasete.

 

O advogado destacou ainda que o Sindicato estará sempre à disposição para discutir os temas, pois conhece a fundo todos eles. “Exemplo disso é a atuação no processo de intervenção federal no STF, que decorre de problemas do sistema prisional, além do processo da Corte Interamericana de Direitos Humanos e ação civil pública que movemos visando que o Estado forneça equipamentos de raio-x e outros para garantir  maior segurança nos presídios com o início da revista humanizada”, finalizou Tomasete.

 

Imprensa Singeperon

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