Agentes penitenciários seguram rebelião durante Motim no Ênio Pinheiro

 

 

“A informação que chegou à imprensa é que as forças de segurança mantém o controle da situação no Ênio Pinheiro. Mas, a realidade é outra. Se não fosse a coragem dos agentes e do Grupo de Ações Penitenciárias Especiais (GAPE), haveria um lamentável derrame de sangue”, declarou o diretor do SINGEPERON (Sindicato dos Agentes Penitenciários), Ronaldo Rocha, na noite de sábado (13).

 

Ronaldo, que também é o representante em Rondônia da Federação Nacional dos Servidores Penitenciários (FENASPEN), esteve no presídio Ênio Pinheiro logo após o início do motim, e acompanhou de perto a situação dos servidores, juntamente com o diretor jurídico do Sindicato, Igor Salvador, e os advogados Gabriel Tomasete e Johnny Clímaco.

 

Longe dos holofotes da imprensa, Rocha revelou que o Estado afirma que está tudo sob controle. “Como sob controle?! Um barril de pólvora com pouco mais de 20 agentes da força especial, para conter cerca de 400 presos inflamados por facções do crime organizado?”, bravejou Ronaldo, lembrando ainda que, além do baixo efetivo, outro problema grave é a estrutura do presídio, que no entendimento do Singeperon e do Corpo de Bombeiros não serve para abrigar seres humanos.

 

GRAVES DENÚNCIAS 

 

A situação dos servidores no Ênio Pinheiro foi relatada pelo corpo jurídico do Singeperon na noite de sábado (13) à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RO), que estava representada no local pelo advogado Ezequiel Roque do Espirito Santo. 

 

O SINGEPERON afirma que o Estado não tem se preocupado com a vida dos servidores e presos, e classifica como grave a estrutura física e as condições de segurança da Penitenciário Ênio Pinheiro, fatos que já são de conhecimento das autoridades estaduais há anos, sem qualquer avanço concreto. “Existe até laudo do Corpo de Bombeiros que condena a unidade, mas nada é feito”, denunciou Ronaldo.

 

DRONE x HERÓIS

 

Enquanto representantes do Estado concediam entrevistas ou se limitavam, dentro de seus gabinetes, a verificar o caos por meio de um drone que sobrevoava o Ênio Pinheiro, os agentes penitenciários estavam dentro da unidade, motivados pelo dever, segurando nos ombros o grande peso da inércia estatal. 

 

“Somos nós que passamos as noites de maior tensão acordados e vigilantes, em situações diversas de motins e rebeliões e lidamos com criminosos de todos os níveis de periculosidade, enfrentando os braços do crime organizado dentro dos presídios”, desabafou um servidor que não quis se identificar. 

 

FALTA DE RECONHECIMENTO

 

“Como se não bastasse, ainda falta reconhecimento pelo Estado, que só nos massacra e não investe na segurança penitenciária”, acrescentou outro servidor ao informar que o Secretário de Estado de Justiça, Coronel PM Marcos Rocha, enalteceu os trabalhos de todos os envolvidos, menos dos agentes penitenciários. ““Ele faz isso com frequência, para ele só a Polícia e o Exército é que são eficientes, mas ele deve lembrar que ele é o titular da Sejus há anos e se a Sejus não dá conta da missão, então ele precisa sair e o Governo nos brindar com um verdadeiro líder”, concluiu.”,  o servidor.

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