NOTA DO SINGEPERON AOS FILIADOS

 

O Sindicato dos Agentes Penitenciários e Socioeducadores do Estado de Rondônia (Singeperon) vem manifestar-se sobre a Audiência de Conciliação ocorrida no Tribunal de Justiça, destacando a postura do  presidente do Singeperon que, em respeito à transparência, levou as propostas apresentadas pelo Estado para serem submetidas em assembleia geral, e deliberadas pelos filiados que se encontravam em frente ao edifício/sede do TJ.

 

Enaltecemos a atuação da banca de advogados, que, nos acirrados debates com os secretários e procuradores do Estado, não se intimidaram em nenhum momento. E sim, foram firmes, contundentes e incisivos nas suas argumentações em defesa da classe. Do contrário, a notícia aos filiados seria outra, muito mais frustrante - já que os representantes do Estado foram à audiência sem proposta alguma, e corríamos o risco de retornarmos para nossas casas sem absolutamente nada.

 

Entendemos que essa audiência de conciliação nos trouxe muito pouco. Mas não podemos deixar de reconhecer que demonstramos, talvez pela última vez, que somos pacientes e respeitosos! E nem pensar que foi em vão toda a nossa luta, juntamente com o jurídico, buscando a via judiciária ao invés da precipitação (caso descumpríssemos a ordem liminar) que resultaria em prejuízos aos filiados, ao Sindicato e à sociedade, além de perdemos a oportunidade de ter um Judiciário sensível às situações de injustiças que sofremos por parte do governo estadual.

 

Daqui para frente, se não houver um PCCR digno, acreditamos que o Judiciário não mais deverá tolerar a atitude constrangedora que ocorreu nessa audiência do dia 26 de maio/2017, que foi muito diferente daquela de 2012, por várias razões. Uma delas, porque somente duas propostas surgiram, repita-se: exclusivamente por posturas firmes e documentos levados pelo Singeperon, por meio de seus advogados. Foram elas: mais prazo para tratar de algo que se arrasta há anos e o anúncio do cumprimento de uma ordem judicial que já deveria ter sido respeitada desde o ano passado. Vergonhoso!

 

Foram propostos esses 60 dias para a discussão de uma nova proposta do PCCR. Mas não vamos ficar aguardando as coisas acontecerem. Vamos continuar fazendo a nossa parte, pressionando e buscando a celeridade, pois não temos tempo a perder. Essa luta já vem há mais de seis anos! É uma luta por dignidade e por nossas famílias!

 

O Singeperon compreende a indignação da categoria, em relação a toda situação agravada nessa audiência, por outro lado, não compactua com nenhum tipo de manifestação ofensiva contra o governo ou contra qualquer outro poder ou instituições.

  

Até aqui, tudo foi trilhado criteriosamente. Em especial, o nosso agradecimento ao advogado, especialista em gestão penitenciária, que nos acompanha desde 2011, Gabriel Tomasete, pelas iniciativas que muito somaram para que houvesse algum avanço. E vamos continuar lutando com a mesma intensidade, pois já sabemos que nessa gestão estadual é necessária muita luta até mesmo para ver concretizar o que é nosso por direito e ordens judiciais.

 

Nosso agradecimento também aos demais advogados, que também contribuíram muito para a condução dos trabalhos: Johnny Clímaco, Ane Caroline dos Santos, Antônio Rabelo e o experiente Raul Fonseca, que levou à audiência sua bagagem de quase três décadas de atuação no Direito Sindical.

 

E, por fim, com imenso reconhecimento, agradecemos a todos que compareceram à mobilização em frente ao TJ, os colegas da capital e do interior do Estado.

 

Mais uma vez conclamamos para a manutenção da união da nossa categoria, pois somente JUNTOS SOMOS FORTES!

 

 DIRETORIA DO SINGEPERON

 

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