Agentes Penitenciários impedem fuga em presídio de Ariquemes

 

 

Quatro detentos foram surpreendidos na manhã desta segunda-feira, 27, durante tentativa de fuga no Centro de Ressocialização de Ariquemes. A ação ocorreu pela manhã, por volta das 10:00h, durante o banho de sol.

 

Segundo agentes que estavam de plantão, os presos fizeram uma corda improvisada com vários pedaços de tecidos amarrados uns nos outros, e passaram por cima da carceragem. Eles chegaram a pular um dos alambrados, mas foram contidos pelos agentes, que agiram rápido impedindo o acesso à parte externa da unidade. Não houve feridos.

 

O caso foi registrado em boletim de ocorrência, e após serem submetidos ao exame de corpo e delito, os detentos foram novamente conduzidos ao presídio. Será instaurado um processo administrativo disciplinar, já que fuga é considerada falta grave.

 

Em apenas 4 meses, 39 presos fugiram da unidade. O Sindicato dos Agentes Penitenciários e Socioeducadores de Rondônia – Singeperon, já havia alertado as autoridades através de reuniões, e audiência pública, sobre a superlotação e fragilidade do presídio. O sindicato protocolou ainda denúncia no Ministério Público apontando os principais problemas da unidade, afim de evitar uma fuga em massa.

 

 

Foto: Centro de Ressocialização de Ariquemes

A situação no sistema prisional em Ariquemes se agravou após transferência dos detentos da antiga unidade, localizada no centro da cidade, para o novo Centro de Ressocialização, construído na zona rural. Tanto presos condenados quanto provisórios foram realocados para a nova unidade.

 

O presídio tem capacidade para 230 apenados, mas atualmente abriga mais que dobro da quantidade permitida, chegando a 450 detentos. As celas projetadas para comportar no máximo 6 pessoas, chegam a abrigar 8 presos. Ainda assim, detentos estão sendo alojados na enfermaria da unidade.
Das sete guaritas existentes, apenas duas estão em funcionamento por falta de efetivo suficiente. Durante o dia, os agentes contam com o apoio de policiais do GAP, mas a segurança fica defasada durante a noite, quando apenas sete agentes penitenciários fazem o plantão.

 

“O presídio é enorme, apesar de não ter carceragem ter só um pavilhão, são muito grandes os anexos dele, é quase um alqueire de área, então fica difícil para monitorar esta área toda” – Afirma Cleber Dias, delegado sindical.

 

Ascom/Singeperon

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